segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Golden Globe 2011

A essa altura vocês já devem ter percebido que eu passo boa parte do meu tempo livre assistindo filmes e séries, não? Assim, o mais natural é que eu tenha tirado uns minutinhos da vida pré-entrega de dissertação de mestrado pra assistir ao Golden Globe.

Então, sem mais delongas, seguem os vencedores desta noite. A lista abaixo está em vários sites, inclusive no Omelete. Para visualizar, clique aqui.

Tenho alguns comentários aqui. Claro que, a essa altura, vocês também devem ter percebido que eu sempre tenho algo a dizer. Esse ano, no geral, fiquei satisfeita.

Vamos começar com Glee. Eu aprovo cada uma das indicações e dos vencedores. Eles ganharam três das cinco categorias para as quais foram indicados e merecem cada uma dessas vitórias- incluindo melhor série de comédia! E os prêmios para a Sue e Kirt me deixaram simplesmente muito alegre. Agora, porque eles perderam as outras duas categorias?

1- Por que o Jim Parsons (The Big Bang Theory) faz um Sheldon impecável e muito melhor que o Will de Mattew Morrison (Glee). Suponho que o papel de gênio com Asperger seja mais propício à qualquer prêmio do que o professor do coral, de qualquer forma.

2- Porque alguém achou que a Laura Linney (The Big C) era melhor que a Lea Michele (Glee).

Isso me leva a outro comentário. Eu vejo The Big C. Foi meio relutante meu posicionamento de começar a assistir, pra ser honesta, mas o humor negro me atraiu, admito. Eu gosto da Laura Linney, o que ajudou na decisão, mas estou longe de apoiar a idéia de que ela é melhor que a Rachel de Lea Michele! Na série, ela não faz nada muito diferente do que fez em seus outros filmes. A atuação é boa, mas não é digna de prêmio! Eu fiquei surpresa de ela ter sido indicada! De fato, acho que nem ela achou que ia ganhar, porque nem apareceu na premiação...

Agora, mesmo que eu não tenha assistido a nenhuma das produções cujas atrizes vou citar a seguir, acho extremamente ofensivo que a Claire Danes (a quem eu realmente, realmente admiro e torço por) vença uma disputa em que a outra concorrente seja a Judi Dench. Simplesmente inaceitável. A simples existência de uma acaba com as chances da outra, não importa em que contexto!

Mas tudo bem, fiquei mais conformada depois que vi que existe justiça num mundo em que o Johnny Depp – outro dos meus favoritos – foi indicado para o mesmo prêmio por duas produções diferentes – 2 chances em 5 – e perdeu! A punição ideal por concordar em fazer um filme com a Angelina Jolie – que, aliás, estava particularmente linda essa noite. Só teria sido mais perfeito se tivesse perdido pro Kevin Spacey. Haha, já imaginaram?

Os meus ganhos pessoais desta noite foram Rede Social vencer por melhor filme e a vontade que me deu de ver Black Swan. Quer dizer, eu adoro a Nathalie Portmann (sem razão nenhuma, porque como atriz ela é ótima bailarina), mas qualquer filme que dê a ela uma estatueta precisa ser um milagre!


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Lembra de Mim - Sophie Kinsella (Livro Reserva)

Oi, pessoal! Feliz 2011!!!

Bom, como relatei em meu último post – no ano passado :P -, entrei no Desafio Literário 2011 (mais por precisar regrar minhas leituras do que por achar que eu realmente tenho a chance de algum prêmio). Enfim, o primeiro item da lista, para janeiro, eu já li – aproveitei os primeiros e poucos dias de férias que eu tive pra isso.

Sophie Kinsella é bem conhecida, especialmente agora que seu livro “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” chegou aos cinemas. Eu já havia lido todos os livros da autora, inclusive o último “Twenties Girl”, que eu comprei em Londres quando havia acabado de ser lançado por lá (lançamento, £3,99 – dá pra acreditar?). No Brasil, só chegou há alguns meses. Porém, a sinopse de “Lembra de mim” não havia me atraído muito, de forma que fui adiando a leitura e já que o tema de janeiro é “literatura infanto-juvenil”, decidi ler o único livro da autora em que ainda não tinha posto meus olhos.

Segue, abaixo, então, a resenha. Enjoy!


Lembra de Mim - Sophie Kinsella (Livro Reserva)

A história fala de Lexi, uma jovem de 28 anos que sofre um acidente de carro e perde a memória de seus últimos três anos de vida. Quando ela acorda no hospital, sua última lembrança é de 2004 (o livro é de 2007) quando ela tinha dentes tortos, um emprego mau valorizado, cabelos sem brilho, amigas fieis, um namorado idiota, unhas roídas e alguns quilinhos a mais. Ao acordar, ela tem um marido milionário, um cargo importante no trabalho, unhas e cabelos belíssimos e um corpo perfeito.

Passamos algumas dezenas de páginas achando, aquela, a vida dos sonhos e como o gênero de Sophie Kisella sugere, a gente começa achar que deve haver algo de muito errado com tudo. Descobrimos, então, que ela é a “chefa” mais detestada que existe, perdeu as amigas e que seu marido é quase como um utilitário, tem até manual de instrução – literalmente. Ah! E ela tem um amante.

Sim, um amante lindo, romântico que vira tudo de pernas pro ar – exatamente como deveria ser.

Entre idas e vindas e todo o desespero que cada um das obras da autora incita, Lexi luta para encaixar sua vida e encontrar suas memórias, com muita dificuldade. Não vou contar se ela recupera as lembranças ou não, mas devo dizer que gostei do final.

Acho que a maior mensagem do livro é que nenhuma vida dos sonhos é completa se você não se reconhece dentro dela. Por mais difíceis que sejam as coisas, precisamos estar de acordo com o que somos porque, no fim das contas, é isso que vale, não é? Teremos que conviver conosco pra sempre! Então, o ideal é que sejamos a melhor versão de nós mesmos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Lista Desafio Literário 2011

Sim! Eu finalmente terminei minha lista para o DL2011. Para os tão viciados em livros quanto eu, fica a sugestão de leitura...

MÊS

TEMÁTICA

LISTA OFICIAL

LISTA RESERVA

Janeiro

Literatura Infanto Juvenil

Finding Monsieur Right – Muriel Zagha

Lembre-se de mim – Sophie Kinsella

Fevereiro

Biografias e/ou Memória

JK e os Bastidores da Construção de Brasília – Alexandre Nonato

Leonardo DaVinci - Sophie Chauveau

Março

Romance Épico

A Odisséia - Homero

As Brumas de Avalon, v.1 - Marion Zimmer Bradley

Abril

Ficção Científica

Praticamente Inofensiva – Douglas Adams

Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley

Maio

Livre Reportagem

As boas mulheres da China – Xinran

O livreiro de Cabul - Asne Seierstad

Junho

Peças Teatrais

McBeth – Shakespeare

Sonho de uma noite de verão, William Shakespeare

Julho

Novos Autores

Sussurros de uma garota apaixonada –Mandy Porto

Todas as estrelas do céu - Enderson Rafael

Agosto

Clássicos da Literatura Brasileira

O menino de engenho - José Lins do Rego

Lucíola – José de Alencar

Setembro

Autores Regionais

A mãe de Freud – Luiz Fernando Veríssimo

Outras do Analista de Bagé – Luiz Fernando Veríssimo

Outubro

Nobel da Literatura

O Amor nos Tempos do Cólera – Gabriel García Marquez

A queda - Albert Camus

Novembro

Contos

Contos Libertinos - Marquês de Sade

Contos de Esconderijo - de Anne Frank

Dezembro

Lançamentos do Ano

Surprise!

Surprise!


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

The End Begins

Achei interessante escrever um post sobre Harry Potter and the Deathly Hallows, part 1 no primeiro dia do último mês do ano. Quer dizer, a primeira parte do último livro da saga... Quase poético, não?

Quem me conhece sabe que Harry Potter tem um significado especial na minha vida. Fez parte da minha prá-adolescência, adolescência e início da adultidade. Eu cresci lendo os livros, aprendi, sofri, vibrei... Eu devo ter experienciado a vida lá dentro quase como se fosse a minha; desejando que fosse a minha. Eu sei, eu sei, essa parte é meio patética.

Mas, convenhamos, quem não gostaria de ter uma varinha mágica pra resolver as coisas? Eu sim!

Bom, quando eu soube que o filme seria feito em duas partes me senti terrivelmente manipulada pelos produtores. Eu teria que dar meu dinheiro duas vezes pra terminar de ver a saga, tudo pra eles faturarem mais. Fato. Eu sabia e o fiz, consciente - usando meu desconto de estudante, claro.

A parte boa de dividir o filme é que fica extremamente fiel ao livro. Eu posso dizer isso com toda a certeza pois não só li o livro, mas o reli nos três dias (bom, madrugas, na verdade...) anteriores a minha ida ao cinema: estava tudo fresquinho na minha cabeça.

Eu adorei. Geralmente saía do cinema frustrada pois as partes que eu achava fundamentais não apareciam na tela, mas dessa vez estava tudo lá.

O filme trata de Harry com seus 17 anos - maioridade no mundo bruxo - tendo que sair em busca da destruição de cada uma das Horcruxes (partes de Voldemort) espalhadas por aí a fim de poder destruir o bruxo no final. São, teoricamente, 6 partes espalhadas e no filme Harry destrói apenas uma. Outras duas já foram eliminadas nos outros volumes e uma será destruída nos últimos 10 minutos da história, de forma que restam apenas duas pra Harry, efetivamente, procurar e encontrar na parte 2 do longa, a ser lançada no ano que vem - quando a ação realmente acontece. Assim, vocês podem imaginar que eles arrastaram muito a história desse filme. De fato, estava lenta, mas o livro é assim.

Isso em si, embora possa parecer monótono aos olhos dos não conhecedores, é interessante porque a busca pelos Horcruxes, assim como qualquer busca é algo agoniante, não seria "realista" se fosse diferente. Além disso, podemos ver a relação dos amigos, os romances, as inseguranças de cada um sendo testadas a todo o momento, um espaço que nunca havia sido devidamente dado antes. É bom, assim o público entende mais os personagens e aparece, finalmente, a oportunidade de fazermos a devida conexão desta história com a vida real.

Um dos auxiliares de pesquisa que trabalha comigo me contou que ouviu em algum lugar que uma boa história de ficção não é aquela que fala da realidade de uma galáxia distante da nossa, mas sim aquele que fala da nossa realidade em uma galáxia distate. Substituam o "galáxia distante" por "mundo mágico" e vocês terão Harry Potter. São jovens que tem que enfrentar desafios, problemas, romances e que tem uma tarefa para cumprir. Harry está destinado a uma missão e esta missão é tão importante que ele tem amparo de todos os lados para conseguir cumprí-la. Isso faz dele essencial e daqueles que o ajudam, mais essenciais ainda, tendo em vista que ele jamais conseguiria cumprir tamanha tarefa sozinho pois, assim como nós, ele é imperfeito, comete erros, faz burrices.

No fim, não é disso que se trata a vida? De tarefas que temos que cumprir para salvar a humanidade? Eu acho que sim. Se pra isso, precisamos dividir a história em várias partes, lidando com as chatices, os sofrimentos, as perdas, às vezes pagando mais caro do que se esperava e suportando tudo com um pouco de romance, que seja!

Afinal, é tudo pelo bem maior.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Drama do Enem 2010

Com meu irmão mais novo envolvido na realização da prova do Enem desse ano, acabei me aproximando de toda a bagunça que assolou o Brasil nesta segunda-feira.

Com o meu mais novo hobby/distrator/incômodo, o Twitter, naveguei por alguns dos Trend Topics do dia 08 de novembro e não pude deixar de notar algumas questões interessantes.

Com a decisão da juíza do Ceará de suspender as provas – sim, suspender, porque cancelar é outra novela - e a decisão do Ministério da Educação de recorrer a esta deliberação, formam-se duas vertentes: aquelas a favor do cancelamento do concurso, e aquelas contra.

A parte interessante é a serviço de que encontram-se estas vertentes. Passeando pelo Twitter, vi os posts de muitos concorrentes de meu irmão caçula. Parte deles, raivosa por ter estudado tanto e obtido bons resultados para, depois, cancelarem a prova. A outra parte, preocupada por não ter tido sucesso em função dos erros e inquieta com a injustiça de uma possível permanência de uma prova com problemas com o processo avaliativo.

Agora, da primeira população – vou chamá-los de bem sucedidos – temos uma parte legitimamente nervosa por seu esforço ter sido em vão. A outra parte apenas quer que o concurso permaneça porque, afinal, “se deu bem”.

Da segunda população – os mal sucedidos – parte realmente foi prejudicada pela prova mal elaborada e a outra parte defende sua anulação somente porque “se deu mal”.

Desses dois grupos ainda saem alguns que apóiam ou não o cancelamento do concurso porque o “PT é um bom governo” versus “o PT é um mal governo”. Gente, as eleições terminaram semana passada!

Tudo isso, embora questionável, faz parte de uma população característica brasileira e também, nada mais é, do que parte das inconsistências típicas da adolescência e do período difícil e precoce que é o de precisar definir uma universidade, uma carreira, um futuro. Isso se reflete nos meios de comunicação.

O que é ridiculamente absurdo é um Ministério, do calibre que precisa ser o da Educação, responder a isso de forma tão grotesca; e a Imprensa, que deveria mostar a notícia com idoneidade, se aproveitar disso para cair em cima de um governo.

Eu não manifestarei nenhum lado nesta disputa. Sou apenas uma observadora crítica que adoraria que este post fosse aos jornais.

Estava assistindo a notícia sobre o Enem no site do Fantástico. Nele, dizia que o MEC havia feito uma declaração, dizendo que muitos alunos estavam tumultuando as redes sociais porque eles já haviam “dançado” no Enem. Estes alunos estariam sendo monitorados e poderiam ser processados pelo INEP. Peraí! Deu medinho de um bando de gente que mal saiu das fraldas? Começaram a monitorar adolescentes bagunceiros por dar opiniões, sejam por que razões forem? Hum, já soube disso acontecer um tempo atrás e tenho quase certeza que foi em torno de 1970, não?

Bom, meu recado com esse post vai junto com um “boa sorte” pro juiz que for julgar esse caso - sim, juiz, porque alguém tem que avisar o Ministro que não é ele quem decide! Além disso, seria bom que todos se dessem conta que isso vai muito além de nós e nossas questões pessoais, mas do que é o melhor para todos.

Desafio Literário 2011

Já estão abertas as inscrições para o Desafio Literário 2011. O desafio propõe a leitura de, pelo menos, 12 livros no ano de 2011, um por mês.

A idéia é estimular as pessoas a saírem de suas zonas de conforto e começarem a ler temas diferentes daqueles à que estão acostumadas. Por isso, o Desafio Literário estabelece os temas a serem lidos a cada mês. O leitor deve escolher qualquer livro daquela temática e ler no mês estabelecido. Na última semana do mês, deve postar em seu blog uma resenha do livro.

As temáticas são as seguintes:

MÊS

TEMÁTICA

Janeiro

Literatura Infanto Juvenil

Fevereiro

Biografias e/ou Memória

Março

Romance Épico

Abril

Ficção Científica

Maio

Livre Reportagem

Junho

Peças Teatrais

Julho

Novos Autores

Agosto

Clássicos da Literatura Brasileira

Setembro

Autores Regionais

Outubro

Nobel da Literatura

Novembro

Contos

Dezembro

Lançamentos do Ano



Eu já estou definindo a minha lista de livros e em breve postarei ela aqui no blog. Também vou publicar a lista de livros reserva e algumas outras sugestões de livros pra quem precisar de idéias.

Para quem quiser mais informações, segue o link do DL: http://desafioliterariobyrg.blogspot.com/search/label/DL%202011

Ah! Tem prêmios pra quem vencer o desafio!

Boa leitura a todos!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Halloween, Scream Awards e Eleições

Halloween, Scream Awards e Eleições, tudo no mesmo dia. Alguém achou que podia dar certo?

Como eu já disse no post anterior, não vou assumir uma posição política porque a idéia nunca foi essa. Tudo que eu quero com esse blog é escrever e pra isso não preciso espalhar minha posição partidária online.

Agora, nada me impede de ironizar o fato de que o segundo turno das eleições mais desesperadas da história do Brasil aconteceram no dia dar bruxas. Achei interessante, mesmo que no Brasil a gente nem comemore dia das Bruxas, o que é uma pena.

Aliás, falando das eleições e independente do resultado, preciso dizer que a coisa toda foi terrível. Que luta desesperada pelo poder, não? Vocês chegaram a ouvir os Jinggles no rádio, TV, etc? Todos vergonhosamente ofensivos. Quer dizer, o que será que está pra acontecer agora? Ninguém luta tanto por algo se não for quase vital, não? É intrigante e algo me diz que descobriremos logo logo porque vencer este ano (para qualquer um dos lados) foi tão importante, afinal.

Agora, sobre os Scream Awards. Assisti agora a pouco. Tenho o hábito de assistir a essas premiações cinematográficas e esta em especial porque eles não se levam realmente a sério. Claro, quando o público elege a Kirsten Steward como melhor atriz não dá pra se levar muito a sério mesmo. E é isso que é legal! Quer dizer, o Oscar premiou a Sandra Bullock ano passado e eles ainda se acham respeitáveis...pfffffffff

Bom, seguem os vencedores desse ano:

The Ultimate Scream: Inception

Melhor Filme de ficção-científica: Inception

Melhor Filme de Fantasia: Eclipse

Filme Mais Aguardado: Green Lantern

Melhor Filme de Terror: Zombieland

Melhor Programa de TV: True Blood

Pior Filme do Ano: Piranha 3D

Melhor Actriz de Fantasia: Kristen Stewart em Eclipse

Melhor Actriz de Terror: Anna Paquin em True Blood

Melhor Actor de Terror: Alexander Skargard em True Blood

Melhor Vilão: Mickey Rourke como Ivan Vanko em Homem de Ferro 2

Melhor Participação Especial: Bill Murray em Zombieland

Melhor Cena de Mutilação: A transformação cirúrgica em centopeia humana de The Human Centipede

Melhor Cena do Ano: Cena de sexo a 180º em True Blood

Melhor Filme 3D: Avatar